Jul 152011
 
Chafariz do Lagarto — Álbum Ruínas GPS

Se há, neste mundo de misérias e maravilhas, cidade cujos habitantes nunca por muitos anos puderam dizer — feliz como água do chafariz —, é por certo esta nossa Sebastianópolis.

Bem conhecidas são as dificuldades com que lutavam os nossos antepassados para obter o precioso líquido.

Era-lhes mister mandá-la buscar por índios e negros lá para as bandas do paço de Antônio de Salema, governador que foi do Rio de Janeiro.

Havia, é verdade, poços particulares, alguns dos quais se tornaram lendários, tais como os da Misericórdia, o do Porteiro, na ladeira depois do Seminário, hoje desaparecida, o Pocinho da Glória e também os do Campo de São Cristóvão, o do adro da Glória e a cisterna da Fortaleza de São Sebastião do Castelo, em cujo pátio se ostenta, com seus quatro braços de gigante, o pau da bandeira.

Já por vezes tenho lembrado a trabalheira, o dinheiro gasto com as obras dos encanamentos da Carioca. Erros no traçado, suspensão por falta de dinheiro, roubos e falcatruas, tudo me vem à mente para dizer: só quase um século depois que se projetou encanar o célebre rio, suas águas chegaram ao Campo d’Ajuda e depois ao de Santo Antônio. Continue reading »